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Medo de andar de avião

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Medo de voar
(Gazeta do Povo | 04/01/2013)
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Humanizar o voo para pessoas com fobia de andar de avião

Reunião entre piloto, psicóloga e pessoas com medo de avião ajuda a superar barreiras

Gustavo Matschinske, piloto

As exigências e os compromissos da vida moderna fazem do ato de voar de avião uma atividade corriqueira para muita gente, seja por motivos profissionais ou ligados à vida afetiva e pessoal. Mas para quem tem medo de voar, palavras como decolagem, pouso ou turbulência podem trazer arrepios. Com um número crescente de pessoas embarcando nos aeroportos do país, aumenta também, nos consultórios, a busca por ajuda para superar o medo de voar, que atinge em igual proporção homens e mulheres.

Segundo a psicóloga Neuza Corassa, Integrante da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental e diretora do Centro de Psicologia Especializado em Medos (CPEM), com sede em Curitiba, o medo de avião é mais comum para alguns perfis de pessoas. “Há aquelas que gostam de ter controle sobre as situações – e que no avião não podem tê-lo; e também as que receiam morrer e não concluir seus projetos. Outras têm fobia de altura ou medo de locais fechados”, explica.

Com a proposta de auxiliar quem deseja superar o medo, Neuza Corassa lançou o projeto “Humanizar o voo para pessoas que têm fobia de andar de avião”. Ele nasceu após o piloto Gustavo Matschinske, um apaixonado pela aviação, procurar a psicoterapeuta para vencer o medo de ver sangue. Com as frequentes visitas ao CPEM, Gustavo soube que a fobia de avião é a primeira razão que leva as pessoas a buscar atendimento no consultório, superando inclusive os medos de falar em público e de dirigir. Nasceu, então, a ideia de reunir um grupo para esclarecer dúvidas sobre o funcionamento do avião e o trabalho dos tripulantes. “Até o final dos anos 90, a terapia para a fobia de voar envolvia a entrada do paciente na aeronave. Após os atentados de 11 de Setembro de 2001, a rigidez maior com a segurança limitou o acesso ao interior dos aviões”, explica Neuza Corassa. Segundo ela, a possibilidade de trazer o piloto para uma conversa preenche essa lacuna. “É uma proposta vinda de alguém que tem sensibilidade para ajudar quem tem problemas com a profissão dele”, afirma. “Para mim, a sensação de voar é a da liberdade. Quis compartilhar esta visão e mostrar para as pessoas que voar é seguro”, conta o piloto Gustavo Matschinske.

Gustavo Matschinske, piloto

A primeira reunião teve a participação de 25 pessoas que, durante mais de duas horas, conversaram com o piloto e dividiram experiências. Para quem tem medo, o desconforto surge na forma de sensações como o acelerar do coração e o suor excessivo. Os pensamentos catastróficos também são comuns: e se o trem de pouso não abaixar? E se houver despressurização? E se surgir uma tempestade? Segundo a psicóloga, o resultado do encontro foi muito positivo: “Todos se sentiram acolhidos, viram que não são diferentes ou estranhos, mas inteligentes e capazes e que têm as mesmas dificuldades”, diz.

A consultora ambiental Rosângela de Araújo foi uma das participantes. Ela tinha medo de locais fechados e por isso evitava o avião. Durante oito anos, realizou as viagens de trabalho de carro, muitas vezes passando oito horas ou mais na estrada. “Eu pensava: será que nunca vou ser “normal” como todo mundo e embarcar com tranquilidade para uma hora de voo?”, conta. Ela decidiu procurar ajuda e, com a psicoterapia, foi vencendo obstáculos. “Nas primeiras vezes, eu viajava só no primeiro assento. Depois, fui ganhando mais confiança e agora já faço trajetos longos, como os internacionais. É o passo a passo da superação”, afirma.

Segundo Neuza Corassa, é importante procurar ajuda quando a vida pessoal ou a profissional estão sendo prejudicadas pelo medo de avião. Mas nem sempre o acompanhamento de um psicólogo é estritamente necessário. “Em primeiro lugar, é preciso respeitar o sofrimento de quem tem fobia de voar”, comenta. Ela explica que algumas atitudes podem contribuir para diminuir a ansiedade e minimizar o medo:
- Visite o aeroporto antes da viagem, para ambientar-se.

  • Pratique atividades físicas ou relaxamento muscular algumas semanas antes de viajar. Isso irá ajudar na produção das endorfinas, que deixam o corpo com a musculatura mais relaxada. Por causa da tensão muscular, algumas pessoas evitam inclusive reclinar o banco.
    - Chegue com antecedência, pois atrasos naturalmente geram ansiedade.
  • Imagine que o seu voo vai ter começo, meio e fim. É muito importante a entrega, pois é o piloto que irá conduzi-lo ao seu destino, onde você encontrará coisas boas como os passeios, se a viagem for de lazer, ou os bons negócios fechados, caso viaje a trabalho.
  • Faça inicialmente trajetos curtos, acompanhado por pessoas tranquilas.
    - Evite ingerir bebidas alcoólicas, pois elas podem ter efeito potencializado no voo.
    - Não foque em sensações ou sintomas desagradáveis que possam aparecer.
  • Respeite o medo, mas não brigue com ele. Procure ficar disponível para a viagem.

 

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Medo de avião: psicóloga explica como surge e quando procurar ajuda

O problema pode gerar limitações e conflitos na vida pessoal e profissional

Neuza Corassa, psicóloga

Algumas pessoas se queixam de sentir um leve incômodo, ou frio na barriga, ao voar de avião. Outras ficam tensas e estressadas, antes e durante o voo. Você já parou pra pensar o porquê do medo de avião? O Globo Ciência ouviu uma psicóloga especialista em medos, que explicou tudo sobre o tema e ainda deu dicas para os que têm medo de avião.

Integrante da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental e presidente do Centro de Psicologia Especializado em Medos, a psicóloga Neuza Corassa esclarece que há uma diferença entre medo e fobia. A fobia é um medo potencializado. Quem sente leves incômodos com a ideia de voar de avião tem medo, quem tem pavor sofre de fobia. “O medo é saudável, é sinalizador, serve para que o indivíduo tenha cuidado com as situações ao seu redor. Já o medo excessivo, desmedido, que traz prejuízos à vida, é uma fobia”, explica.

A psicóloga conta que o medo de avião pode ser pré-concebido, ou vir de um registro do próprio indivíduo, ou de outra pessoa. Ou seja, o medo surge a partir de uma situação vivida por uma pessoa, ou de uma experiência contada por um amigo ou parente, por exemplo. “O medo faz com que tudo seja cercado de muito sofrimento, desde a marcação da passagem até o desembarque. Essa situação causa conflitos na vida pessoal e até na profissional, quando a pessoa precisa viajar a trabalho, mas se recusa a ir.”

Normalmente, as pessoas com medo de avião têm um perfil controlador, mas não no sentido de manipulação. “O medo não tem uma lógica, mas está ligado ao perfil de cada um. Essas pessoas pensam que têm algo errado com elas, já que não são capazes de fazer coisas que os outros podem fazer normalmente”, lembra Neuza.

“Quando um indivíduo entra no avião, uma máquina que é controlada por outra pessoa, no caso o comandante, os que têm medo ficam preocupados. O cérebro liga um sinal de alerta, avisando que tem um perigo, já que a pessoa não tem controle do avião se algo der errado”, diz a psicóloga. De acordo com ela, o medo de avião ativa no cérebro as áreas responsáveis pelos impulsos de luta e fuga.

Mas qual é a hora certa de procurar um psicólogo para tratar o medo de avião? Para a psicóloga, o momento certo é quando o medo se torna fobia, trazendo prejuízos, limitando a vida. “Quando o indivíduo tentar fazer, promete que vai, mas não consegue viajar, ele deve procurar um especialista e iniciar um tratamento, que é uma psicoterapia leve”, afirma.

Abaixo, algumas dicas da psicóloga Neuza Corassa para quem tem medo de avião

  • Nas três semanas que antecedem a viagem, faça atividades físicas, ou relaxamento muscular. Isso aumenta a produção de endorfinas, fazendo com que a noradrenalina (substância que mantém a ansiedade em alta) seja neutralizada;
  • Dedicar algum tempo nessas três semanas para dominar o autocontrole;
  • Vá ao aeroporto, se familiarize com o ambiente;
  • Escolha a companhia de uma pessoa conhecida, tranquila ao viajar. Faça viagens curtas com essa pessoa, que deve ser calma, que respeite o medo.

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