LIVRO VENÇA O MEDO DE DIRIGIR - Selo pelos 8 Anos de Sucesso!! | CPEM

Medo de Dirigir

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Trechos retirados do livro “Vença o medo de dirigir
Os dados a seguir foram pesquisados pela psicóloga Neuza Corassa ao longo da prática clínica e pesquisas aplicadas. 

Se for utilizá-los, favor citar a fonte

 

Atinge pessoas extremamente responsáveis. Ao assumir um compromisso, dão conta dele. São confiáveis, organizadas, detalhistas, sensíveis e inteligentes. Preocupam-se com os outros, com os problemas dos outros e procuram não machucá-los. Porém não gostam de críticas. A crítica alheia pode magoá-las, irritá-las. Não admitem errar.
As pessoas que tem fobia de dirigir são, em sua maior parte, mulheres. A maioria está numa faixa etária entre 30 e 45 anos.
a) A direção masculina: você sabe que a direção da casa, da família, dos negócios sempre esteve nas mãos dos homens.
b) Modelos: se você tem mais de 30 anos, os modelos de pessoas dirigindo, na sua infância, são de figuras masculinas, e na maioria das vezes representando um certo poder, atrelado ao carro.
c) Presentes: carrinhos x bonecas. Meninos brincam com carrinhos e meninas brincam com bonecas.Não é errado,apenas as brincadeiras infantis reforçam os papéis estereotipados da mulher e do homem na sociedade. Ao brincar com carrinho, o menino naturalmente entende o ato de dirigir e sente que o carro é dele.Para a menina que brinca com bonecas a mensagem recebida é que, quando crescer, ela vai cuidar da casa e dos filhos.
Felizmente, hoje em dia as meninas brincam com carrinhos, e muitas vezes as mães são as grandes incentivadoras porque não querem que as filhas enfrentem as mesmas dificuldades; não podemos esquecer, porém, que as mulheres das quais falamos não treinaram dirigir um carro nas brincadeiras infantis.É necessário criar um espaço para essa atividade.
Os ansiosos (fóbicos) que apresentam um excesso de cautela geralmente tem medo de dirigir. São pessoas extremamente capazes (sejam médicas, doutores, professoras, donas-de-casa, engenheiras). Apresentam um alto grau de exigência, consigo e com os outros.
Os ansiosos se subdividem em três grupos de pessoas
1. As que nunca se aprovam.
Elas vão ao órgão competente, fazem a prova e ele diz “Você está apta a dirigir”. Porém, o elevado grau de exigência pessoal a impede de se sentir aprovada. Chega a pensar que o teste foi fácil… muitas passam anos, quietas. Tem medo de pedir ajuda, e de não serem compreendidas na escola de condutores, porque já possuem carteira de habilitação.
2. As que reprovam a si mesmas antes de serem reprovadas pelo examinador.
Estas iniciam as aulas, tudo vai bem, mas acabam desistindo. Não é por falta de competência. É pura e simplesmente, sair de cena antes que alguém a reprove. Provavelmente isto não iria acontecer, pois são pessoas que estão sempre se destacando pelo que fazem, seja no trabalho, em família ou na comunidade.
3. As que esperam se aposentar para cuidar do dirigir.
Elas sofrem apenas em ver um carro de CFC – Centro de Formação de Condutores – na rua, mesmo sendo por acaso, porque isto lhes remete a algo que limita sua vida. É como se elas não fossem seres humanos completos. Os outros não as vêem assim, mas elas se vêem.
Esperaram se aposentar, para cuidar do dirigir, tamanha a dificuldade que imaginam encontrar nessa tarefa. Não conseguem guiar um automóvel como sendo uma outra atividade normal em suas vidas. Parece-lhes que precisam parar tudo, para poder cuidar apenas desse assunto.
Normalmente, imagina-se que alguém apresenta fobia de dirigir (medo excessivo) porque não domina o carro. Isso pode ser em parte verdadeiro, mas não é tudo. O que atormenta o fóbico da direção é a fobia social, que corresponde ao medo da desaprovação do outro. Medo de errar. Ele nao permite o treino que resultará no domínio da máquina. E quanto menos domínio da máquina, mais medo de errar. É um círculo vicioso.
Estas pessoas precisam desbloquear o medo. Precisam ter o tempo delas para criar este espaço, esta “trilha” referente ao carro. Então é preciso ter paciência com elas, compreendê-las e apoiá-las. Elas tem uma capacidade intelectual muito boa, estão acostumadas a resolver coisas complexas. Porém o medo produz o bloqueio e elas não conseguem ver o quanto é simples dirigir. Simples no sentido da repetição dos movimentos, pois para elas é o que há de maior sofrimento.
Os homens também sofrem. Também são atingidos pela Síndrome do Carro na Garagem. O seu perfil é de uma pessoa muito capaz e muito sensível as coisas belas da vida, como a música, a arte, o pôr-do-sol, paisagens bonitas. É sincero e inteligente. Gosta de conversar. Enfim, apresenta gosto por um mundo menos agressivo. Geralmente é muito ligado a família. E por ainda vivermos numa sociedade um tanto machista, para ele é muito difícil lidar com esta situação.
Manifestações físicas mais comuns: Quando a pessoa tenta ou pensa em sair com o carro é quase certo que experimente o seguinte:
  • dorme mal a noite;
  • tremedeira nas pernas;
  • transpiração excessiva;
  • taquicardia.
Dificuldades mais freqüentes:
  • Achar que o carro é que domina.
  • Medo da rampa, medo de que o carro volte.
  • Sensação de que vai ter pouco espaço para passar.
  • Trocar de faixa.
  • “Intrusa” como se ela tivesse que sair logo daquele lugar; não sente como seu, também, o espaço.
  • Estacionar – manobrar.
No CPEM, as pessoas com fobia de dirigir são atendidas em quatro etapas bem definidas:
1) Análise Funcional (Volante da Vida):
Nesta primeira etapa,psicoterapeuta e paciente levantam as exigências,preocupações e ansiedades que a pessoa apresenta no volante da vida e que podem estar indo para o volante do carro.
2) Relaxamento:
Através de um relaxamento muscular profundo, estimula-se a liberação das endorfinas que irão neutralizar a noradrenalina que provoca tremedeiras, levando a dificuldades no carro, como, por exemplo, o controle dos pedais.
3) Hierarquia/foco fóbico:
Nessa etapa, são levantados e hierarquizados os principais medos do paciente ao dirigir o automóvel. Os mais comuns estão relacionados ao trânsito intenso e as reações dos demais motoristas, as manobras e as rampas. Identificadas todas essas questões, elas serão trabalhadas primeiramente na sessão com o psicoterapeuta e depois pela pessoa junto com seu instrutor na próxima etapa que envolve a prática com o carro.
4) Reciclagem:
Utiliza-se este termo pelo fato da maioria das pessoas já possuírem carteira de habilitação. O CPEM costuma treinar e indicar profissionais habilitados a trabalhar com este perfil. Esses instrutores são pessoas capazes, atenciosas e sensíveis às dificuldades da pessoa com fobia, dando-lhe o tempo necessário para que possa executar, de maneira gradual, a atividade de dirigir.
A partir da escolha do instrutor pelo paciente, inicia-se um trabalho em conjunto, onde é combinado um plano de trabalho (inicialmente envolvendo a repetição de um ou dois trechos que serão mais utilizados pela pessoa ) e este realiza as lições práticas com o instrutor, trabalhando na sessão com o psicoterapeuta suas dificuldades e conquistas.
Posteriormente, passa para o procedimento de “meia independência”, onde dirige o seu carro sendo seguido pelo instrutor .
Em um terceiro momento, repete os trajetos sozinho e o instrutor fica ausente até que novos trajetos sejam incluídos. A alta ocorre quando o objetivo que trouxe a pessoa ao CPEM, foi atingido. Em média é de doze a vinte sessões.
Como tudo começou
Há alguns anos, quando atendia crianças no consultório, observei que muitas mães que traziam seus filhos não dirigiam, apesar de já possuírem carteira de habilitação. Passei a estudar as fobias e organizar uma maneira de trabalhar mais diretamente a dificuldade daquelas mulheres, pois não havia cursos específicos sobre este tema. Foi aí que nasceu o primeiro estudo conhecido como “Síndrome do Carro na Garagem”.
Em 1996, a divulgação destas pesquisas despertou inicialmente a atenção dos meios de comunicação paranaenses, para, em seguida, ganhar credibilidade e repercussão nacional. O material desses estudos foi consolidado no livro “Vença o Medo de Dirigir – Como Superar-se e Conduzir o Volante da Própria Vida” lançado em 2000, pela Editora Gente. Atualmente na 8a edição.
Livro orienta plano de trabalho para dirigir seu carro No livro “Vença o Medo de Dirigir – Como Superar-se e Conduzir o Volante da Própria Vida”, a psicóloga Neuza Corassa orienta um roteiro prático de trabalho que envolve repensar o volante da vida para entrar melhor no carro; um relaxamento muscular e como praticá-lo passo a passo; a aproximação gradativa do carro, com escolhas de trajetos e horários, que vem sendo seguido com sucesso por pessoas de todo o Brasil.
10 dicas práticas para você vencer o medo de dirigir
1) – Procure trabalhar sua respiração. O ansioso respira muito rápido e “curto” – apenas com o tórax e não da forma correta envolvendo também o abdômen. De boca fechada, inspire lentamente pelo nariz e vá sentindo o ar chegar até os seus pulmões. Depois expire devagar pela boca.
2) – Faça algum tipo de atividade física ou relaxamento muscular, para produzir endorfinas que irão neutralizar a química da ansiedade noradrenalina.
3) – Inicie uma aproximação com o carro dentro da garagem. Entre, ajuste o banco, sinta o espaço interno, ligue e desligue o carro.
4) – Ainda dentro da garagem, ligue o carro e faça pequenos movimentos para frente e para trás.
5) – De voltas no quarteirão em horários sem movimento. Procure ruas tranqüilas e que não tenham crianças.
6) – No começo, escolha um ou dois trajetos. Isto evitará ansiedade.
7) – Marque em sua agenda, pelo menos duas vezes por semana para praticar o exercício de dirigir. Esta prática deve ser considerada como uma tarefa do dia-a-dia. O hábito diário fará você adquirir confiança.
8) – Quando se sentir confiante, inicie trajetos maiores ou que tenham subidas e uma maior quantidade de veículos.
9) – Não se assuste com os sintomas da ansiedade que se manifestarão no seu corpo: tremedeira, taquicardia, transpiração. Elas tenderão a diminuir.
10) – Dirija inicialmente para você. Não tente provar nada para os outros. Isto diminuirá as expectativas sobre você e baixará a ansiedade.
Caso você não consiga sozinha, peça ajuda:
Se o seu medo impede você de iniciar sozinha, peça ajuda a um profissional, ou amigo, ou familiar. Para tanto é importante que esta pessoa seja calma.
Faça tudo por etapas:
Vá em frente, não desanime. Pelo treino e freqüência, você perceberá a confiança aumentar. Haverá um momento em que tudo estará pronto e você estará de igual para igual com os outros motoristas. Lembre-se no trânsito, não existe mestrado, doutorado, etc…
Você pode encontrar o livro Vença o Medo de Dirigir – Como superar-se e conduzir o volante da própria vida, de autoria da psicóloga Neuza Corassa, nos sites (abaixo), ou solicitar à editora (11) 3670-2500.
www.editoragente.com.br
www.livrariasaraiva.com.br
www.livrariacultura.com.br
www.submarino.com.br
www.fnac.com.br
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