Síndrome do Pânico | CPEM

Síndrome do Pânico

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Este distúrbio é nitidamente diferente de outros tipos de ansiedade, caracterizando-se por crises súbitas, sem fatores desencadeantes aparentes. A sensação é de morte eminente, de perda de controle e medo de enlouquecer. Quando as crises acontecem com uma certa freqüência, o diagnóstico pode ser transtorno/distúrbio do pânico.

O pânico é uma reação, há muito tempo, conhecida pela humanidade. Os gregos já a descreviam e criaram toda uma explicação mitológica na tentativa de entender aquilo que temiam.

Diz a lenda que Pã, o pequeno deus do horror, ao nascer era tão feio que matou sua mãe quando ela olhou para sua face. Portanto tinha pânico aquele que ao visualizar algo tremendamente feio sofria uma paralisação.

Sente falta de ar como se fosse morrer em segundos. Acompanha essa agonia respiratória a tontura, o tremor, as mãos geladas e a sensação de impotência, de desamparo, de horror face à morte iminente; porém, sem causa aparente isso transtorna ainda mais a pessoa que o sente.

Então essa fica calada, com medo de relatar a outros e ser taxada de “louca”. A Síndrome do Pânico caracteriza-se por uma repetição desse ataque ou crises numa frequência de pelo menos 4 vezes num prazo de um mês.

Causas Fisiológicas

As reações fisiológicas, sabe-se hoje, são produto de alteração da noradrenalina. De acordo com uma das teorias, o sistema de “alerta” normal do organismo – o conjunto de mecanismos físicos e mentais que permite que uma pessoa reaja a uma ameaça – tende a ser desencadeado desnecessariamente na crise de pânico, sem haver perigo real.

Mas o aviso é como se houvesse o perigo. Por isso traz muito sofrimento a pessoa, pois ela passa a ter medo de sentir este medo que vem sem aviso e em locais e situações inesperadas, das quais a pessoa não tem controle. É isto que leva a pessoa a começar a evitar sair de casa, como ir ao restaurante, festas, viagens, pois tem medo que a crise se manifeste.

A substância chamada noradrenalina que é produzida no organismo em situações de perigo, neste caso, é produzida de maneira desregulada e sem necessidade. Ao ir para a corrente sangüínea provoca a crise, com os sintomas de taquicardia, falta de ar, sudorese, etc.

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Causas Psicológicas

Sabe-se que pessoas sensíveis à estimulação aversiva incontrolável e/ou imprevisível são mais suscetíveis a desenvolver tal quadro. Portanto há que se investigar uma predisposição anterior a quadros depressivos, na história da pessoa e/ou de seus familiares.

No contexto social, várias poderiam ser as causas, tais como: o estresse da vida moderna, abuso de drogas, perdas afetivas importantes, além de outros fatores específicos da vida de cada um.

Além disso, o contexto da humanidade nesse século também parece ser favorável ao agravamento de tal síndrome.

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O ataque de pânico ou crises de pânico

Às vezes ocorre uma única vez na vida. Neste caso trata-se de um ataque de pânico ou crise de pânico.

A característica essencial é um período distinto de intenso medo ou desconforto acompanhado por pelo menos 4 dos 13 sintomas a seguir. O ataque tem um início súbito e aumenta rapidamente atingindo um pico, com duração de vários minutos e com freqüência está acompanhado por um sentimento de catástrofe eminente.

Sintomas do ataque ou crise de pânico:

  1. Palpitações ou ritmo cardíaco acelerado.
  2. Sudorese
  3. Tremores ou abalos.
  4. Sensações de falta de ar ou sufocamento.
  5. Sensações de asfixia.
  6. Dor ou desconforto toráxico.
  7. Náusea ou desconforto abdominal.
  8. Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio.
  9. Desrealização (sensação de irrealidade) ou despersonalização.
  10. Medo de perder o controle ou enloquecer.
  11. Medo de morrer.
  12. Parestesias (anestesia ou sensações de formigamento)
  13. Calafrios ou ondas de calor

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Como se manifesta um transtorno de pânico

Também conhecido como síndrome do pânico, nela as pessoas acometidas relatam o que sentiram com expressões como as seguintes:

“De repente, eu senti uma terrível onda de medo, sem nenhum motivo. Meu coração disparou, tive dor no peito e dificuldade para respirar. Pensei que fosse morrer”.

“Tenho tanto medo. Toda vez que me preparo para sair, tenho aquela desagradável sensação no estômago e me aterrorizo pensando que vou ter outra crise de pânico.”

Por causa dos seus sintomas desagradáveis, ele pode ser confundido com uma doença cardíaca ou outra doença grave. Freqüentemente as pessoas procuram um pronto-socorro quando têm a crise de pânico e podem passar por extensos exames médicos para excluir outras doenças.

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Tratamento para o transtorno de Pânico

Graças a estudos, há uma variedade de tratamentos. Atualmente os mais utilizados são os medicamentos e a psicoterapia especializada.

Pessoas com distúrbios do pânico podem necessitar de tratamento para outros problemas emocionais. A depressão tem sido freqüentemente relacionada ao distúrbio do pânico, assim como, o alcoolismo e a dependência de drogas.

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Bibliografia

DEPARTAMENTO DE SAÚDE E SERVIÇO SOCIAL – EUA – Distúrbios do Pânico. Publicação DHHS.

Impressa em 1991. Reimpressa em 1992.

DSM-IV (1994). Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais.

Wolpe, J. (1978). Prática de terapia comportamental.São Paulo: Brasiliense.

Torres, N. (1989). Transtorno do Pânico. Dissertação de Mestrado. Curso de Pós-graduação em Psicologia. PUC Campinas/SP

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